sábado, 20 de dezembro de 2008

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Isostasia



Eis um bom tema para sair em exame de 10º/11º ano. Tem tudo para dar um bom exercício.

(...)Em zonas montanhosas, a erosão rebaixa o relevo entre l m e 1,5 m de material em cada 1000 anos.
A este ritmo, até o monte Evereste teria sido aplanado ao nível do mar em cinco a oito milhões de anos. As coisas, contudo, não são assim tão simples, porque à medida que uma montanha é erodida e as suas encostas se tornam menos íngremes, a taxa de erosão também diminui.

Em parte por esta razão, o monte Evereste e o resto da cordilheira dos Himalaias continuarão a existir (embora de forma reduzida) durante bastante mais tempo do que o sugerido pelas actuais taxas de erosão. Mas, mesmo mais importante é o facto de as montanhas serem um pouco como navios no mar: se tirarmos parte da carga, o navio flutua melhor. Da mesma maneira, quando a erosão elimina material de um cume montanhoso, a crosta «flutua» um pouco mais acima, em relação ao manto.

Se a erosão remover um metro de rocha, a resposta da Terra à redução de peso é uma subida e a diminuição real na elevação é de apenas 20 cm. Por esta razão, uma cadeia montanhosa de grandes dimensões demora provavelmente 50 ou 60 milhões de anos a ser reduzida a uma altura próxima do nível do mar - ainda um período de tempo não particularmente longo, em termos geológicos.

As montanhas Rochosas, os Alpes, os Himalaias, todos acabarão por desaparecer, mas deixarão atrás de si um significativo registo da sua formação, nas rochas que sobreviverem.(...)

(...) O gelo não é uma substância particularmente densa, mas um glaciar com 3 km de espessura acrescenta um peso tremendo à crosta terrestre.

Tal como a remoção de materiais pela erosão em regiões montanhosas faz com que a crosta suba, a adição de peso fá-la descer. As rochas da superfície da Gronelândia Central, actualmente, estão comprimidas aproximadamente até ao nível do mar devido ao peso da calota polar. O gelo tem cerca de um terço da densidade das rochas do manto, pelo que a adição de 3 km de gelo à crosta deveria, como compensação, fazê-la descer cerca de l km para o interior plástico do manto. Na realidade, o efeito pode não ser tão grande, porque o manto, embora flexível, é muito viscoso. As respostas à alteração da massa de gelo glaciário, tanto a descida como a ascensão, são lentas.


Contudo, na Escandinávia, na América do Norte (na zona em redor da baía de Hudson) e noutros locais de grandes acumulações de gelo, a crosta foi bastante comprimida no ponto máximo da espessura de gelo. À medida que o gelo recuava durante o actual período interglaciário, a crosta subiu outra vez, mas devagar.

Em certos locais esta ascensão está ainda em curso. Embora o nível do mar também tenha subido, devido à fusão dos grandes lençóis de gelo, numa parte dos locais a Terra estava a subir ainda mais depressa, e continuou a fazê-lo mesmo depois da desaparição do gelo, daí resultando muitas vezes uma série de praias elevadas, antigos pontos da orla costeira que estão agora bem acima do nível do mar. Tal como outras características glaciarias, estas praias foram bem estudadas, mostrando claramente os locais onde esteve o gelo mais espesso, porque são essas as regiões que foram mais comprimidas e que depois se elevaram mais acentuadamente. Em muitos casos as praias elevadas também foram datadas, usando o método do carbono 14 em pedaços de madeira e outra matéria orgânica que elas continham, e a partir desta informação foi possível calcular a taxa de ascensão. Um exemplo clássico, mostrado na, é o da Escandinávia.

Linhas de praia elevadas e outros indícios mostram que a crosta na Escandinávia recuou substancialmente desde a fusão do gelo do último auge glaciaria. Os contornos mostram a ascensão em metros e ilustram claramente onde a acumulação de gelo era maior. Adaptado da Figura 19-30 de Earth (Terra), 4." edição, de F. Press e R. Siever. W. H. Freeman and Co., 1986.

Utilizou-se praias elevadas e outros acidentes para constituir um perfil da ascensão da crosta desde a fusão do gelo, iniciada há cerca de 10 000 anos e ainda em curso.

Uma História (Breve) do Planeta Terra. J.D MacDougall. Notícias editorial.

Power Point (Tema 3) - Gravimetria





Para explorar a aplicação :

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Geosfera - Hidrosfera - Atmosfera - Biosfera

Está tudo neste filme.



Era uma vez, no Norte da Tanzânia, um lago de fogo chamado Natron (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lago_Natron), um dos últimos santuários da Terra, berço da vida de um milhão de flamingos.Neste ambiente hostil e selvagem, mergulhe no coração da extraordinária aventura de um bébé flamingo com um destino fora do comum.Desde a sua nascença até à idade adulta, um périplo incrível espera-o, recheado de perigos, onde o clima e os grandes predadores são obstáculos que será necessário vencer para cumprir o ciclo da vida.Um dos últimos mistérios do nosso Planeta e uma história que só a Natureza nos pode contar...

Realizado por Matthew Aeberhard, Leander WardFilme americano.
Género : Documentário
Ano de produção : 2008
Título original : The Crimson Wing
Distribuído por Walt Disney Studios Motion Pictures France

Pedra de Roseta



Os meteoritos são verdadeiras "pedras de Roseta", carregadas de informações acerca da história do Sistema Solar.
Embora existam muitas variedades de meteoritos, alguns deles parecem inalterados desde a sua formação, há cerca de 4,5 biliões de anos, mais ou menos quando a Terra se formou.
Na verdade, é provável que sejam praticamente iguais à matéria que se aglutinou para formar o nosso planeta.
Os meteoritos mais antigos, os condritos, julga-se serem fragmentos de matéria da cintura de asteróides que se encontram entre Marte e Júpiter. São compostos, essencialmente, por minerais vulgares nas rochas da Terra, mas também por ferro metálico, muito raro enquanto substância natural na superfície da Terra.
O ferro fundo a uma temperatura mais baixa do que a maioria dos minerais mais vulgares. A maior parte do ferro metálico que foi trazido para a Terra, proveio dos condritos, que durante o processo de acreção, fundiu, mergulhando em direcção ao centro do Planeta e formando o núcleo.
Porque a Terra tem regiões quimicamente diferentes, como o núcleo, o manto e a crosta, e porque apenas conseguimos amostras adequadas da região exterior, determinar a composição química geral do Planeta tem-se revelado uma tarefa difícil.
Os condritos, contudo, podem ser analisados em laboratório. Se eles são realmente representativos da matéria que se acumulou e formou a Terra, então bastará analisá-los para determinar a composição química da Terra - uma possibilidade realmente assombrosa.
Existem provas que os condritos são representativos da matéria solar que deveria ser o constituinte principal da Terra.
Estas provas derivam do estudo do Sol, que, por conter a quase toda a massa do Sistema Solar, é naturalmente a matéria mais abundante nesse sistema. Analisando a luz emitida pelo Sol, obtivemos muita informação acerca da sua composição química.
A quantidade relativa da maioria dos elementos dos condritos é quase exactamente a mesma do Sol (excepção para os gases), uma boa indicação de que estes materiais não sofreram nenhum fraccionamento químico significativo.
Combinando a informação obtida nos meteoritos, com o conhecimento da densidade do interior da Terra, conseguida pelos estudos sísmicos, foi possível não só fazer uma estimativa da composição química geral do Planeta, mas até determinar a constituição de regiões que nunca foram estudadas directamente, como o manto profundo e o núcleo.
Daí poderem ser consideradas verdadeiras "pedras de Roseta".
E o que é a Pedra de Roseta?
Aumenta a tua literacia : Pedra de Roseta.
Fonte utilizada no post :
Uma História (breve) do Planeta Terra - J.D.Macdougall. Notícias editorial

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Tempo




Quando era mais novo (datação relativa), gostava de ouvir o tema "Time" dos Pink Floyd. Sobretudo em dias de chuva e cinzentos. "... The sun is the same in the relative way, but you´re older. Shorter of breath and one day closer to death..."


Vem este assunto a propósito do Tempo Geológico e do problema de zeros!!

A unidade de tempo em geologia é, por convenção, o milhão de anos, ou seja, dez mil séculos.

Por convenção 1 Ma = 1 000 000. Nos manuais por vezes aparece ainda 1 G.a, ou seja 1 bilião de anos (1 seguido de nove zeros). Ainda nos manuais, aparece mil milhões de anos! Nada de desesperar mil milhões de anos, é ... 1 G.a., ou seja 1 com nove zeros.


Voltando ao nosso 1 Ma, como dizia um meu professor da faculdade, "para aqueles senhores ali da faculdade ao lado" (referia-se aos colegas da Faculdade de Letras, leia-se História), 1 Ma são dez mil séculos. Trata-se, pois, de um intervalo de tempo muitíssimo grande para a nossa condição humana mas que insignificante, desprezível, face às eras mais recuadas.

"Um milhão de anos a mais ou menos nos primórdios da vida sobre a Terra representa o mesmo grau de indefinição (ou de aproximação) que o “mais ano menos ano” na história do velho Egipto, ou que o “mais ou menos um dia” nos anos das nossas vidas. " in the relative way

Mas o problema destes números piora se o artigo for em língua inglesa, isto por causa dos "bilions" (bilião).
É normal os alunos do ensino básico e secundário sofrerem deste "trauma" dos números.
No mesmo manual aparece escrito por vezes 600 Ma, depois a Terra formou-se há 4,5 mil milhões de anos, e numa tabela vem referência a giga-anos. E o tema complica-se para os jovens de sétimo ano.

Talvez exista o objectivo de mostrar aos nossos alunos que o tempo geológico é complicado, mostrando que é mais fácil acreditar em James Ussher e considerar que a Terra teve a sua criação às nove horas da manhã do dia 26 de Outubro de 4004 a.C. !


quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Lição nr.18 - O Poder da Terra

Final do tema 2.

É o momento de fazer um balanço das competências que os alunos devem ter adquirido no final dos dois primeiros temas da Geologia 10º. E nada melhor que testar as competências através de um DVD que aborde conteúdos destes dois temas.





O nosso planeta é único no Sistema Solar. Há 4.5 biliões de anos tinha uma gémea chamada Theia. Este planeta foi absorvido pela Terra, provocando um aumento da gravidade e originou a nossa atmosfera. Qual o papel desta atmosfera? A vida na Terra terá sido influenciada por ela, “apimentada” com a quantidade certa de calor solar?












Documento 1


domingo, 23 de novembro de 2008

Origem das Fontes de Energia da Terra




No final do Tema II, mais um teste de avaliação. Deixei para a aula de dúvidas uma revisão da Origem da Energia do Planeta Terra. Faz a transição para o Tema III, onde iremos abordar Vulcanismo, Geotermia, Sismologia e Estrutura Interna da Terra.


A Terra é um planeta geologicamente activo, quer a nível endógeno (no seu interior), quer a nível exógeno (na sua superfície). A energia necessária para a actividade geológica interna provém:
  • da radioactividade - deve-se às propriedades radioactivas de certos elementos das rochas que constituem a Terra (como, por exemplo, o urânio, o tório e o potássio); a desintegração atómica destes elementos liberta grandes quantidades de energia;
  • do efeito das marés - a posição combinada da Terra, do Sol e dos efeitos das marés da Lua interfere nos campos gravíticos destes astros; na Terra, este efeito origina ciclos alternados de contracções e de dilatações, com consequente libertação de energia;
  • do bombardeamento primitivo - durante a fase de acreção, de que resultou a formação da Terra, esta acumulou grandes quantidades de energia no seu interior que, gradualmente, tem vindo a libertar;
  • da contracção gravitacional - durante a formação do planeta, os materiais envolventes do núcleo metálico foram atraídos em direcção ao centro da Terra. Esta atracção implicou um aumento da pressão, e consequentemente, um aumento da temperatura. Poder-se-á afirmar que a contracção gravitacional transforma a energia gravítica em energia térmica.

Esta energia alimenta a actividade geológica interna da Terra, manifestando-se através de fenómenos vulcânicos e sísmicos.

Por sua vez, a energia necessária para a actividade geológica externa provém:

  • do Sol - esta estrela introduz a energia necessária para "activar" os agentes que modelam a superfície da Terra;
  • da actividade vulcânica - em particular o calor que se liberta junto às cristas médio-oceânicas que induz o aquecimento da água do mar que, por sua vez, condiciona o aquecimento da atmosfera e toda uma série de alterações no clima;
  • do impactismo - ainda hoje a Terra é bombardeada por corpos vindos do espaço embora, na actualidade, este efeito seja muito reduzido, quando comparado com os primórdios do nosso planeta.

Esta energia contribui para as alterações morfológicas que ocorrem na superfície da Terra, em resultado da erosão, da meteorização e da formação de crateras de impacto.

No actual estado de conhecimentos, Mercúrio e Marte são considerados inactivos do ponto de vista geológico. Vénus apresenta actividade vulcânica e eventualmente sísmica, o que nos pode levar a classificá-lo, como sendo um planeta geologicamente activo.









quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Importância dos Meteoritos



Não percebo porque tenho de andar a estudar meteoritos! Poeiras das estrelas! Esta do prof está boa! Ele de facto tem cada uma!

É verdade que gosto da poesia, mas de facto os meteoritos são mesmo importantes!


A importância do estudo dos meteoritos reside essencialmente no conjunto vasto
de informações que eles nos podem fornecer no que respeita aos processos que se
passaram na origem do sistema solar e nas fases iniciais da evolução planetária, antes do
registo geológico que está disponível sobre a Terra e nos planetas siliciosos. O carácter
primitivo, pouco ou nada alterado, dos condritos torna-os nas rochas fundamentais para
o estudo do material primordial que formou os planetas e que nestes rapidamente
evoluiu para diferentes fases. Registam ainda evidência de alguns processos astrofísicos
que ocorreram antes da formação do sistema solar.

Os condritos apresentam uma composição próxima da do Sol, o que parece ser
consistente com a ideia de uma origem primitiva (na nébula solar) e inconsistente com o
facto de terem experimentado fusão e fraccionação ígnea.

Os estudos realizados em meteoritos carbonáceos nitidamente que estes meteoritos são amostras do material planetário formadas ao mesmo tempo que o Sol e que nunca sofreram fusões totais.

Um conjunto grande de evidências teóricas (termodinâmicas) e de observação microscópica (mineralógico-texturais) atestam que os condritos se formaram na nébula solar por condensação de um gás de composição solar de acordo com a hipótese nebular actual.

Esta hipótese considera que o Sol se formou directamente do processo de concentração de uma nuvem de gás e poeira, ao mesmo tempo que uma nuvem protoplanetária se estabeleceu à sua volta, tendo esta arrefecido da periferia para o centro. O curioso é que estes modelos termodinâmicos encontram uma correspondência enorme nas inclusões refractárias, ricas em cálcio e alumínio de alguns condritos carbonáceos, como o meteorito de Allende, onde é possível identificar as diferentes fases que se dispõe conforme a cristalização preconizada.

Outro aspecto importante no estudo dos meteoritos é o facto de eles apresentarem um registo isotópico de distintas fontes astrofísicas que contaminaram a nébula solar, assim como inequívocos grãos de diamente e de carboreto de silício de origem pré-solar. Com base nos diferentes tipos de carbono e de outros tipos de isótopos marcadores, é possível dizer que três tipos são locais e as suas propriedades podem ser explicadas por processos no sistema solar inicial. Os outros são exóticos e a sua origem é revelada pela composição isotópica do carbono ou pelas anomalias de gases raros que carregam, não havendo a mínima dúvida que a sua formação antecedeu os processos que se passaram na nébula solar. Assim, diferentes populações de carbono e os seus marcadores, representados por disitintas populações isotópicas de gases raros, mostram que nucleossínteses típicas de estrelas tipo "nova", "gigante vermelha" e "supernova"
contaminaram a nuvem que veio a dar origem ao Sol e aos planetas.
Podemos dizer que estes diferentes tipos de carbono são marcas da actividade de distintas fontes estelares, verdadeira poeira das estrelas preservada nos meteoritos.
Actividade de um tempo em que a Terra e o sistema solar ainda não existiam.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Lição 17 - Intervenções do Homem nos subsistemas

Bairro das Fontaínhas, Porto (Portugal)


O crescimento populacional da espécie humana e o desenvolvimento económico e tecnológico têm como consequência um aumento da exploração dos recursos naturais.

Recursos naturais são elementos constituintes da Terra com utilidade para o Homem, no sentido de permitir a sua sobrevivência e o desenvolvimento da civilização.Os recursos naturais podem ser renováveis e não renováveis.

Os recursos não renováveis formam-se a um ritmo muito lento, de tal modo que a taxa da sua reposição pela natureza é infinitamente menor que a taxa do seu consumo pelas populações humanas. São recursos finitos.

Os recursos renováveis são ciclicamente repostos pela Natureza, num intervalo de tempo compatível com a duração da vida humana.



Powerpoints da aula em versão PDF








quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A fragmentação da Pangea e a biodiversidade


Há cerca de 200 M.a, verificou-se o início da fragmentação da Pangeia, da qual resultou a formação de vários continentes e oceanos. Este facto teve influência nas mudanças climáticas observadas.
Que razões podem explicar essas mudanças climáticas?

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Lição 16 - A Face da Terra - os continentes

Introdução


A Terra não é apenas o nosso planeta, ela constitui a nossa única possibilidade de vida, ela é a herança para os nossos filhos e netos. A Terra, com a sua atmosfera rica em oxigénio, que nos permite respirar, com a camada de ozono, que nos protege das radiações ultravioletas, com a água, que nos evita a desidratação, e com as suas amenas temperaturas, oferece-nos o que nenhum dos milhares de estrelas, planetas ou outros corpos astrais nos consegue dar - a vida.

Este seria um muito bom motivo para a protegermos e a preservarmos para as gerações futuras. No entanto, diariamente, as agressões à Terra continuam sob as mais variadas formas. A caça ilegal e excessiva continua, as leis de protecção às espécies não são respeitadas, os incêndios espalham-se tão rapidamente, quanto rapidamente se deitam esgotos de todo o tipo para as águas dos rios e oceanos. O Homem delapida rapidamente os recursos minerais e os recursos biológicos, não paran-do para reflectir que, uma vez esgotado um recurso, este não se renova, antes arrasta consigo duas ou três espécies que dele dependem, que conduzirão à extinção de outras espécies/recursos.

A Terra é um sistema fechado, equilibrado, em que os próprios subsistemas se auto-regulam. Ao Homem caberá a função de manter inalterado esse equilíbrio.


Os dois aspectos mais salientes da superfície litosférica são os continentes e os fundos das bacias oceânicas.

Nesta lição vamos explorar os continentes. Link para o site

domingo, 9 de novembro de 2008

Lição 15 - Sistema Terra-Lua

Reflexões : Realizado o primeiro teste, fiquei contente com a prestação dos(as) meus (minhas) alunos(as). Média geral : 14! Nada mau. É partir daqui que temos de subir. Alguns acidentes de percurso, mas nada que não dê para recuperar. A obrigação agora é recuperar e desenvolver esforços para quem tem notas abaixo de catorze se aproxime desta média. Para isso, temos trabalho pela frente, eu, os encarregados de educação e os alunos. Comportamento na sala de aula Bom, o muito bom fica mais lá para a frente. Pontos a mudar : aumentar a participação espontânea dos alunos, na sala de aula, e que tal aqui no blogue da turma, comentando posts, e por que não... querem publicar posts vossos? Pensem nisso. Os interessados podem enviar-me um mail que eu adiciono como colaboradores. O objectivo em criar este blogue era também ter a vossa participação. Fico à espera.



Agora a aula....

Uma ponta solta que ficou por esclarecer, relativamente à importância do estudo dos meteoritos, e que nesta aula vou aproveitar para explorar.









Existem duas possibilidades iniciais para os meteoritos se formarem.

Mecanismo de formação dos meteoritos

• Inicialmente, existia um corpo celeste, que, resultando da acreção de partículas por atracção gravítica, se encontrava indiferenciado. Se este corpo se fragmentasse, os seus fragmentos revelariam essa falta de diferenciação, sendo, por isso, constituídos por um agregado de esferas. Neste caso, os meteoritos formados teriam uma composição rochosa/silicatada e uma textura em côndrulos, isto é, estávamos perante os condritos.

• O corpo indiferenciado continuou a sofrer acreção, a sua temperatura aumentou, ao ponto de ocorrer a fusão dos materiais. Neste momento vai iniciar-se uma diferenciação dos materiais por diferença de densidade. Os materiais mais densos, ferro e níquel, deslocam-se para o centro do corpo, ficando colocados mais externamente os materiais menos densos, os silicatos. Ocorreu a diferenciação deste corpo celeste.

• A sua temperatura começou a baixar, solidificando o corpo do exterior, em contacto com um ambiente mais frio, para o interior. O corpo diferenciado fragmenta-se. Os fragmentos com origem no núcleo, mais denso, têm uma composição à base de ferro e níquel - siderito. Os fragmentos com origem na parte mais externa do corpo diferenciado têm uma composição silicatada/rochosa, mas em que não é visível qualquer estrutura esférica resultante da acreção -acondrito. O meteorito tem origem na parte média do corpo celeste, ou seja, numa área que contém muito ferro e níquel, mas que contém também muito material silicatado - siderólito.

Importância dos meteoritos
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Sistema Terra-Lua, um exemplo paradigmático.


Lua não tem erosão devido à ausência de atmosfera e de água no estado líquido, mas, no entanto, pode verificar-se a desagregação de rochas devido às grandes amplitudes térmicas.

A Lua possui uma variação diária de temperatura que pode ir dos -180 °C aos +120 °C. Esta variação de temperatura pode ocasionar a fracturação das rochas, tal como acontece a um copo que sai do forno e é colocado numa superfície fria. Os fragmentos originados por esta fragmentação térmica podem deslizar pelas encostas lunares, sendo estes os únicos efeitos de alteração da superfície lunar, além dos impactos de meteoritos e seus efeitos. A ausência de alterações geomorfológicas na Lua permite que esta mantenha as características do momento da sua formação. A Terra, ao possuir agentes de erosão, vulcanismo activo, movimentos tectónicos, encontra-se em permanente mutação, pelo que não conseguimos observar as características da Terra primitiva. A Lua, pelo facto de ser contemporânea da Terra e de não ter sofrido alterações, permite-nos obter dados sobre a Terra primitiva.

Uma grande ajuda sobre a composição e a morfologia da Lua foi-nos fornecida pela ida do Homem à Lua, tendo sido possível, nessa altura, a recolha de material lunar.

Powerpoint utilizado na aula (podem consultar mais powerpoints em Slideshare)


Podem consultar os resumos e powerpoint em versão pdf na pasta seguinte.













sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Resumo da matéria leccionada, parte 1


De regresso à matéria, talvez seja ideal fazer um ponto da situação. Um pequeno, muito pequeno resumo da matéria leccionada antes do teste de avaliação.



Do Sistema Solar fazem parte o Sol (estrela), oito planetas principais, numerosos satélites, asteróides e cometas.


Asteróides são corpos rochosos com formas e dimensões variadas que se localizam, na sua maioria, na cintura de asteróides, entre as órbitas de Marte e Júpiter.

Cometas são corpos de pequenas dimensões, constituídos por um núcleo rochoso rodeado por gases congelados. Têm órbitas muito excêntricas e apenas são visíveis periodicamente, quando se aproximam do Sol.

Meteoritos são fragmentos de asteróides ou de cometas que colidem com a superfície da Terra. Quanto à sua constituição e textura podem ser:



  1. sideritos (férreos);

  2. siderólitos (pétreo-férreos);

  3. aerólitos (pétreos).
    Estes últimos classificam-se em acondritos e condritos.

Os planetas principais apresentam características que permitem classificá-los em dois grandes grupos:



  • planetas telúricos ou rochosos - Mercúrio, Vénus, Terra e Marte;

  • planetas gigantes ou gasosos - Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno. Plutão não é integrado em nenhum destes grupos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Depois da prova de avaliação, começa a espera dos resultados.

A expectativa de ver os resultados dos meus alunos. Parecia um teste grande, mas eles e elas heroicamente conseguiram terminar dentro do tempo. Um bom começo nesta caminhada de preparação para uma avaliação final.



A prova e os critérios de avaliação (correcção da prova). Agora é começar a corrigir.










sábado, 1 de novembro de 2008

Aula de Dúvidas



Alguns pontos importantes


As Rochas, arquivos que relatam a história da Terra


Ciclo das Rochas (ver post neste blogue)

Ciclo das Rochas e Tectónica de Placas


    Rochas sedimentares: formadas à superfície ou perto dela, a partir de deposições de sedimentos que, posteriormente, experimentam uma evolução, sendo compactados e ligados entre si.

    Rochas magmáticas: resultantes da solidificação de magma.

    Rochas metamórficas: originadas a partir de rochas preexistentes que experimentam transformações mineralógicas e estruturais, mantendo-se no estado sólido. Essas transformações são devidas a condições de pressão e de temperatura elevadas ou à acção de fluidos de circulação.


Rochas Sedimentares

Ocorrem fundamentalmente duas fases na génese de rochas sedimentares: sedimentogénese e diagénese.

Sedimentogénese: conjunto de processos físicos e químicos que compreendem a elaboração dos materiais que vão constituir as rochas sedimentares, o transporte e a deposição desses materiais.
Erosão: remoção dos materiais previamente alterados das rochas, por agentes erosivos. Os materiais (clastos ou detritos) são transportados.
Sedimentação: deposição desses materiais, que passam a denominar-se por sedimentos. Primeiro depositam-se os detritos mais densos e pesados e depois os menos densos e menos pesados. Se não houver perturbações, a sedimentação realiza-se de forma regular, sendo que os sedimentos formam camadas horizontais, não deformadas – estratos.
Diagénese: conjunto de processos físicos e químicos que intervêm após a sedimentação e pelos quais os sedimentos evoluem para rochas sedimentares coerentes. No decurso da diagénese os sedimentos são compactados, desidratados e cimentados, ficando ligados entre si.

Rochas magmáticas


Rochas magmáticas:

Os magmas formam-se no interior da Terra e são misturas complexas de minerais fundidos, cristais em suspensão, e gases. O magma é menos denso que o ar e que as rochas envolventes, por isso pode, quando sujeito a pressões, movimentar-se, aproximando-se da crosta. Ao fazê-lo, consolida, formando rochas magmáticas.

Rochas magmáticas intrusivas ou plutonitos: rochas resultantes da consolidação do magma no interior da crosta. Apresentam, geralmente, minerais desenvolvidos, identificáveis à vista desarmada, devido ao arrefecimento lento e em profundidade que é propício ao crescimento e desenvolvimento dos cristais. Ex: granito.

Rochas magmáticas extrusivas, vulcânicas ou vulcanitos: rochas resultantes da consolidação do magma à superfície. Os minerais são de pequenas dimensões, podendo existir matéria não cristalizada. Esta textura indica um arrefecimento rápido do magma. Ex: basalto.

Rochas metamórficas

As rochas, em consequência do dinamismo terrestre, podem ser deslocadas para zonas com diferentes condições. Se afundam na crosta, ficam sujeitas a maiores pressões e temperaturas e, por vezes, a um ambiente químico diferente. Embora mantendo o estado sólido, alteram-se. Os principais factores de metamorfismo são a temperatura, a pressão, os fluidos de circulação e o tempo.

A medida do tempo geológico e a idade da Terra


Idade relativa e idade radiométrica

Idade relativa (datação relativa): baseia-se no princípio da sobreposição de estratos e na existência/presença de fósseis de idade em determinadas camadas.

Princípio da sobreposição de estratos: numa série de rochas sedimentares não deformadas, o estrato A que se encontra sobre o estrato B é mais antigo do que este; ou seja, um estrato é mais velho que aqueles que o recobrem e mais novo dos que os que lhe estão subjacentes.

Idade absoluta (datação absoluta/radiométrica): baseia-se na desintegração de isótopos radioactivos que se desintegram espontaneamente. Os isótopos-pai desintegram-se em isótopos-filho mais estáveis. O tempo necessário para que metade dos isótopos-pai de uma rocha se desintegrem em isótopos-filho, denomina-se por semivida.

A Terra, um planeta em mudança


Princípios básicos do raciocínio geológico

Catastrofismo: alterações à superfície da Terra são provocadas por catástrofes ocasionais.

Uniformitarismo: alterações ocorridas à superfície são provocadas por processos naturais, graduais e lentos.

O uniformitarismo pressupõe que: As leis naturais são constantes no espaço e no tempo

  • Princípio do actualismo – as causas que provocaram determinados fenómenos no passado são idênticas às que provocam o mesmo tipo de fenómenos no presente
  • A maioria das mudanças geológicas é gradual e lenta.

Neocatastrofismo (teoria actualmente aceite): aceita os pressupostos do uniformitarismo, mas atribui também um papel importante aos fenómenos catastróficos como agentes modeladores da superfície terrestre.


Mobilismo geológico



Litosfera: camada mais exterior, rígida, constituída por crosta continental, crosta oceânica e uma parte do manto superior.

Astenosfera: camada sólida mas plástica, constituída por uma parte do manto superior e uma parte do manto inferior.

Tipos de limites das placas litosféricas:

  • Limites divergentes: situam-se nas dorsais oceânicas e são zonas onde é gerada nova crosta. Geralmente as dorsais têm um vale central chamado rifte, onde há ascensão de material.
  • Limites convergentes: verifica-se a destruição de placas litosféricas. Zonas de subducção: uma placa (a mais densa) afunda sob a outra (menos densa), sendo destruída. (A crosta oceânica mergulha sob a continental)
  • Limites conservativos: situam-se no limite de falhas transformantes que cortam transversalmente as dorsais e ao longo das quais não se verifica destruição nem alastramento, mas apenas deslizamento de uma placa em relação à outra.


Geologia, Geólogos e métodos
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Ciclo das Rochas


Através da acção dos agentes geológicos externos, as rochas preexistentes no exterior da crosta fragmentam-se e são convertidos em sedimentos. Estes são transportados para zonas mais baixas, chamadas bacias sedimentares, onde dão lugar à formação de rochas sedimentares.

O ciclo continua e o passo anterior pode repetir-se: esta rocha sedimentar pode dar lugar a sedimentos que formarão posteriormente outra nova rocha sedimentar. Por sua vez, a rocha sedimentar pode ser submetida a condições de alta pressão e temperatura, como acontece em zonas de actividade tectónica, e transformar-se numa rocha metamórfica, ou fundir-se para formar magma e originar uma nova rocha ígnea.

Do mesmo modo, se a rocha ígnea fica presa em condições adequadas de pressão ou de temperatura, ou ambas, pode transformar-se em rocha metamórfica. Em consequência, os materiais constituintes de uma rocha poderiam, com o passar do tempo, fazer parte de outra muito diferente.

O ciclo continua com o regresso à crosta de algumas rochas: as massas rochosas situadas a grande profundidade acabam por aflorar à superfície, ou por ascenção lenta do magma, ou de uma forma muito mais rápida, se o fizerem como parte dos produtos expulsos numa erupção vulcânica. Com mais tempo, pode produzir-se o afloramento de conjuntos rochosos: as rochas podem chegar à superfície por erosão dos materiais que as cobrem ou impulsionadas pelos movimentos tectónicos das placas litosféricas, por exemplo, a formação de uma cordilheira origina a elevação de conjuntos rochosos enormes.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A Lua



A Lua é o "nosso" satélite, um pouco a nossa se­gunda casa no espaço. É o segundo objecto mais brilhante nos céus.
Relativamente à génese da Lua, os dados mais re­centes, obtidos pela análise das rochas lunares, con­duziram-nos à teoria hoje mais geralmente aceite: a do impacto. Esta teoria supõe que a Terra chocou com um objecto pelo menos tão grande como Marte, tendo-se formado a Lua a partir do material então ejectado da Terra.
A sua proximidade da Terra [em média 384- 4-00 km] fez com que fosse o primeiro objecto da exploração planetária. Foi o primeiro objecto extrater­restre onde pousou uma sonda [a sonda soviética Luna 2, em 1959) e, claro, até ao momento, o único a ser visitado por seres humanos. Foi também o único objecto extraterrestre onde se colheram amostras de solos e rochas (um total de 382 kg), depois trazidas para análise para a Terra, onde, 30 anos depois, continuam a ser estudadas.
Instituto Geofísico da Universidade de Coimbra (adaptado)


Como seria a Terra se a Lua nunca tivesse existido?

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Meteor Crater

Há 50 mil anos, o local era uma planície florestal habitada por mamutes, preguiças gigantes e outros animais da era glaciar.
Num instante uma abrasadora massa de ferro-níquel com 45 metros de diâmetro e 300 mil toneladas despedaçou o solo arenítico, disparando seixos e ferro fundido num raio de quilómetros. Tudo o que resta actuamente do cataclismo é um precipício com 1,2 quilómetros de largura por 175 metros de profundidade.
Fonte : National Geographic


Asteróides

Asteróides

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Cometas


Cometas

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O Susto - Meteorito cai em horta da Bielorrússia


Um meteorito com meio quilo de peso caiu na horta de uma professora, na aldeia de Krichev, a leste da Bielorrússia, e deixou uma cratera de um metro de profundidade e quarenta centímetros de diâmetro. A professora Yekaterina Privalova estava na horta quando ouviu um barulho ensurdecedor e, assustada, correu para dentro de casa. Depois, segundo a professora, alguma coisa caiu na horta com uma força terrível. Com a ajuda dos vizinhos, a docente extraiu da cratera uma rocha redonda de cor prata opaca e muito quente. O meteorito foi doado ao museu da escola de Krichev.


Público, 13 de Maio de 2002 (adaptado)

Meteoróides

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Notícias do Espaço

Agência Espacial Europeia quer lançar satélite para exploração da Terra o mais tardar em Fevereiro
24.10.2008 - 12h28 AFP

O lançamento do satélite europeu Goce, de exploração da Terra, já foi adiado três vezes, desde a data inicial de 10 de Setembro. Hoje, a Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou que o lançamento deverá acontecer, o mais tardar, em Fevereiro de 2009.“As causas da anomalia do sistema de orientação e navegação já foram identificadas”, informa a ESA em comunicado, acrescentando que “as alterações necessárias (...) demorarão, no mínimo, dois meses de trabalho suplementares pelo fabricante” de foguetões Rockot.A data exacta do lançamento só será decidida quando as correcções forem testadas e validadas.Pesando uma tonelada, o Goce (Missão de Estudo da Gravidade e da Circulação Oceânica em regime estável) vai estudar o campo de gravidade terrestre e permitir estabelecer uma representação altimétrica da superfície do nosso planeta, com uma resolução e precisão inéditas.Esta será a primeira missão do Programa de Exploração da Terra lançado pela ESA para estudar a atmosfera terrestre, a biosfera, a hidrosfera, a criosfera e o interior do globo.

domingo, 26 de outubro de 2008

Origem da água


Nunca eu pensei beber tanta água! E talvez por tanto beber, achei interessante contar a possível origem deste fluido.

A água é uma das assinaturas do nosso planeta. Do Planeta Azul, do Planeta da Vida.
Mas qual a proveniência desta água? Alguns estudos da astrofísica admitem que a sua proveniência está nos impactes com corpos ricos em água existentes nos limites do sistema solar.
A vida no nosso planeta evoluiu na água, uma relação de átomos de oxigénio e hidrogénio, que deu origem ao código químico mais importante – H2O.
Cerca de 70% da superfície da Terra está coberta de água. 80% de frutos e vegetais são constituídos por água. Os nossos corpos são cerca de 50-70% de água e por dia perdemos cerca de 2,5 litros de água. 65% desta água é removida através da urina e fezes, 20% através de secreções e 15% pelos nossos pulmões.
De onde vem esta água? Qual a sua origem?
A água e a origem da vida são dois dos temas mais intrigantes e misteriosos da nossa história evolutiva. Carl Sagan de uma forma poética dizia que éramos “pó de estrelas”, tendo em mente todo o processo de génese da geosfera. Mas neste quadro poético, a Terra quando se formou poderia ter pouca água ou mesmo nenhuma água.
A hidratação ocorreu a partir dos cometas e de asteróides ricos em água. O berço destes corpos é a Cintura de Kuiper (situada para além de Neptuno) e da Nuvem de Oort, nos confins do Sistema Solar. Os cometas são um dos mais primitivos membros do nosso Universo, e devido ao seu pequeno tamanho e à sua “antiguidade”, não têm sofrido muitas alterações químicas; são “fósseis congelados” de um passado remoto.
Os asteróides são mais numerosos e contêm um pouco de água, apesar da sua constituição ser rica em rocha e metal.
A primeira entrega de água ao nosso planeta parece ter ocorrido há cerca de 4 biliões de anos, através de um intenso bombardeamento de corpos celestes. Este episódio terá sido comum para todos os planetas telúricos. Um destes ataques conhecido, por cataclismo lunar, um período de intenso bombardeamento registado na superfície da Lua.
A Terra terá recebido entre 13 a 500 vezes mais bombardeamentos. A diferença para a Lua, não reside apenas no número de colisões, mas no facto da Terra ao contrário da Lua ter sido capaz de reter a água e a Lua ter deixado escapar esta molécula para o espaço.
Os defensores desta teoria referem que muitos destes cometas terão tido origem numa determinada região da nébula solar, algures nas proximidades dos planetas gasosos, Neptuno, Saturno e Júpiter. Possivelmente nesta região poderão ter ocorrido enriquecimentos em seis dos gases nobres, dando origem a diferentes “tipos de águas” e possibilitando assim o aparecimento de vida na Terra.
Físicos, utilizando espectrometria descobriram que os planetas do sistema solar e os cometas apresentam uma assinatura característica para a água. Nas profundezas do espaço alguma da água que se forma, incorpora o isótopo deutério, dando origem ao que se designa “água pesada”. Esta água apesar de ser semelhante em sabor e cheiro, tem um ponto de fusão mais alto e um ponto de solidificação próximo dos 3.8ºC. A Terra apresenta uma razão D/H típica de 1:6600. Têm sido medidas estas assinaturas nos diferentes corpos celestes, através das sondas. Trata-se de um processo simples em termos físico-químicos, mas a sua explicação sai um pouco fora deste meu post, se quiserem explicar num comentário, tenham o prazer, eu agradeço.
Medir as razões de deutério/hidrogénio é uma das formas de compreender a formação e desenvolvimento dos cometas, assim bem como seguir o seu rasto no sistema solar. Os cometas são constituídos por água, gases nobres, assim bem como um cocktail de outros produtos químicos tais como silicatos, carbono e poeira interestelar.
Um dos componentes mais intrigantes dos cometas são, os aminoácidos. Estes são os “tijolos” da actividade biológica.
Projectando-se sobre o nosso planeta a velocidade de 120 000 quilómetros por hora, estes “presentes químicos” representaram o nascimento dos oceanos e da nossa própria origem. As propriedades físicas e químicas da água são únicas.
Da próxima vez que pegar num copo de água mineral, talvez seja agradável imaginar que temos na mão um dos primeiros emigrantes do nosso planeta, participando em todos os ciclos, estando presente em todos os subsistemas. Da sua origem misteriosa nos confins do sistema solar, foi esta água que tornou a Terra fecunda de vida.

Para escrever o post utilizei as seguintes fontes:
h
ttp://www.finewaters.com
http://www.astronomynotes.com/solarsys/s9.htm
Revista Science & Vie Junior

Lição nr. 14 - Terra e Planetas Telúricos

Síntese da aula

Os planetas clássicos são corpos celestes que estão em órbita à volta do Sol; têm massa suficiente para que a própria gravidade seja suficiente para que o corpo assuma a forma aproximadamente esférica e que tenha atraído para a sua superfície todos os corpos celestes na vizinhança da sua órbita. Os planetas, segundo as características físicas e químicas que apresentam, podem ser classificados em dois grandes grupos: planetas telúricos e planetas gigantes ou gasosos. Os planetas telúricos são assim chamados devido às semelhanças que apresentam com a Terra. Os planetas gasosos situam-se a grande distância do Sol e possuem grandes dimensões. Em torno da maior parte dos planetas orbitam numerosos corpos, especialmente em torno dos planetas gigantes, que se designam por satélites. A Lua é o único satélite da Terra.

Planetas anões - Segundo a UAI, são corpos celestes que estão em órbita à volta do Sol; têm massa suficiente para que as forças de gravidade lhes permitam assumir a forma esférica, mas, no entanto, não atraíram pequenos corpos celestes na vizinhança à volta da sua órbita e não são satélites. Plutão passa a incluir-se neste grupo, bem como Éris. Plutão deixou de ser considerado planeta pelo facto de não se verificar a terceira condição. Algumas críticas são levantadas já a este critério de classificação, pois não foi completamente definido o que é:
  • forma quase esférica;
  • eliminação de todos os corpos susceptíveis de se deslocarem nas proximidades.
No ano de 2009 realizar-se-á uma nova reunião da UAI no Rio de Janeiro e talvez haja outras posições a considerar. Até lá são de respeitar as normas de União Astronómica Internacional.
A Terra e os outros planetas telúricos
Os planetas telúricos (Mercúrio, Vénus, Terra e Marte) têm diversas características comuns apresentando, contudo, diferenças importantes.

Nos últimos 35 anos duas revoluções concomitantes ocorreram nas Ciências da Terra, alterando as concepções sobre o modo como se comportam os planetas. Uma foi a tectónica de placas, a outra resultou da visão unificadora proveniente da exploração espacial. Relativamente aos planetas telúricos, apesar das características comuns, foi possível identificar, entre outras, diferenças no que se refere à sua actividade.

Manifestações da actividade geológica
A actividade geológica dos planetas telúricos manifesta-se de modos diversos: por sismos, por vulcões e por movimentos tectónicos, sendo a Terra um dos mais activos. A actividade geológica revela-se de formas muito diversas. Alguns dos agentes modificadores são de origem interna e outros são de origem externa.


Na Terra, a energia solar é o "motor" que acciona os agentes atmosféricos res-ponsáveis pela meteorização e erosão. A presença de água é, sem dúvida, um dos principais intermediários dessas transformações dos materiais terrestres. Ocasionalmente também a Terra pode experimentar o impacto de corpos de dimensões diversas, responsáveis pela formação de crateras de impacto, muitas vezes com subsequentes fenómenos de magmatismo. A actividade terrestre manifesta-se também de forma mais ou menos violenta pelos sismos, vulcões e movi-mentos das placas tectónicas. Devido a este movimento, a litosfera é reciclada lateralmente, sendo gerada nos limites divergentes e destruída nos limites conver-gentes, o que determina que grande parte da sua superfície, em especial a corres-pondente aos fundos oceânicos, apresente uma idade inferior a 200 M.a.

Os fenómenos vulcânicos e sísmicos, relacionados com a mobilidade da litosfera, são consequentemente intensos. Mercúrio e Marte podem ser considerados planetas geologicamente inactivos. No caso de Mercúrio, grande parte da superfície que o recobre apresenta cerca de 4000 M.a., ou menos, tendo a sua evolução terminado aproximadamente há 3000 M.a. A história de Marte é um pouco mais longa, mas tudo indica que essa evolução terá estacionado há cerca de 2000 M.a. Em todos estes planetas podem ser encontrados vestígios de actividade vulcânica, possivelmente desencadeada pela energia cinética de impactos meteoríticos. O calor desenvolvido teria sido suficiente para originar importantes fenómenos de magmatismo. Relativamente a Vénus, esperava-se que este planeta apresentasse grandes semelhanças com a Terra. É quase do mesmo tamanho e certamente com uma composição semelhante, excepto no que se refere à presença de água e à composição atmosférica. A atmosfera de Vénus é muito mais densa do que a atmosfera terrestre, devido à presença de grande quantidade de CO2. O CO2 é um gás que provoca um efeito de estufa, isto é, a energia solar que penetra na atmosfera venusiana permanece sob a forma de calor, elevando a temperatura a cerca de 430 °C. O vulcanismo domina toda a superfície de Vénus, que apresenta muito poucos sinais de erosão. Os mantos de lava e as numerosas falhas apresentam-se como se se tivessem acabado de formar. Toda a superfície parece ter a mesma idade geológica, aparentemente cerca de 500 M.a. Isto significa que a superfície de Vénus só regista cerca de 10% da sua idade geológica. Em Marte existem vestígios de intensa actividade vulcânica. É neste planeta * que se encontra o maior vulcão de todo o Sistema Solar, o monte Olimpo, com 550 km a 600 km de base e 26 km de altura. Apesar de na actualidade não existir água no estado líquido, a superfície de Marte é sulcada por estruturas geológicas provavelmente originadas por correntes líquidas em tudo semelhantes a uma rede hidrográfica com uma nascente, um sistema de afluentes, meandros, ilhas, etc. Os robots Spirit e Opportunity encontraram inúmeros vestígios da existência de água, no passado, em Marte, como, por exemplo, a ocorrência de sulfatos, nódulos de hematite e outros minerais cuja génese depende da existência de água. Os cientistas admitem, então, que devem ter existido em Marte condições climáticas muito diferentes das actuais. Certamente que no futuro ainda teremos grandes surpresas com os resultados das investigações a levar a cabo no planeta Marte. Algumas das características referidas relativamente aos planetas telúricos, como, por exemplo, a história da evolução climática e a não existência de reciclagem da litosfera, que parece ser feita de modo diferente da que ocorre na Terra, continuam por explicar à luz da teoria nebular. A origem e evolução do Sistema Solar é um assunto que continua em investigação. Certamente outras respostas surgirão e, eventualmente, também novas formas de encarar os problemas.

Em Síntese

  • Na Terra, a mobilidade da litosfera determina que grande parte da sua superfície, em especial a correspondente aos fundos oceânicos, apresente uma idade inferior a 200 M.a. Esta mobilidade determina ainda uma grande actividade sísmica e vulcânica.
  • Mercúrio e Marte são, na actualidade, planetas geologicamente inactivos: não têm tectónica de placas e a actividade vulcânica que eventualmente possam manifestar relaciona-se com impactos meteoríticos.
  • Marte foi activo durante um período bastante longo. A sua actividade manteve-se até há cerca de 2000 M.a.
  • Vénus parece ainda activo, com reciclagem na litosfera, mas não da mesma forma que a Terra.

Bibliografia

SILVA, A.D. e outros (2007). Terra, Universo de vida, 10/11º (ano 1). Porto. Porto Editora

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Saturno


Se tivesse que escolher uma outra casa para além da minha Terra, gostava de Saturno.
Nuno Correia





O sistema solar é constituído por oito planetas principais, por planetas anões, por planetas secundários, cometas, asteróides e por uma estrela que dá o nome ao sistema, o Sol. O nosso sistema solar pertence a uma organização planetária superior, a galáxia Via Láctea ou Estrada de Santiago, uma das muitas galáxias que constituem o Universo.


As dificuldades encontradas no estudo do Universo têm forçado os investigadores espaciais a desenvolver novos materiais, novas formas de ter acesso ao Universo. Os telescópios, que permitem estudar os planetas do sistema solar, as naves espaciais, que permitem transportar pessoas e materiais para o Espaço, as sondas, que permitem recolher dados científicos, as estações espaciais, que permitem um maior tempo de contacto entre pessoas e o espaço onde se encontram, são algumas das tecnologias que se têm vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos como forma de aumentarmos os conhecimentos sobre o Universo e, em particular, sobre o sistema solar. A Astrofísica e a Astrogeologia são, por este motivo, duas das ciências que mais têm evoluído nos últimos anos.

http://www.nasa.gov/mp4/269017main_cassini20080814-320new.mp4

Quando andava no nono ano, não perdia ao Sábado à tarde os programas deste grande comunicador de ciência. Nesse tempo apenas existiam dois canais e não havia VHS nem Beta. DVD? talvez só na Voyager!

Visitar a ISS

28 de Maio

28 de Maio

Data da Prova Intermédia de Biologia e Geologia.
Podem consultar a informação no site :
http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=209&fileName=Info_Al_PEE_0809.pdf

Lição nr. 13 - Origem do Sistema Solar

Podemos nunca vir a conhecer com precisão os processos que intervieram na formação do Sistema Solar. Com o início das explorações lunares, em 1969-1970, concluiu-se que a Lua teria a idade aproximada de 4500 M.a. Como essa foi também a idade aproximada atribuída a outros corpos do Sistema Solar, nasceu a ideia de um plano geral de formação do Sistema Solar e, portanto, da Terra, que seria tão velha quanto os restantes corpos desse sistema.



Actualmente, a hipótese mais aceite para explicar a formação do Sistema Solar é a Teoria da Nébula Reformulada.



FormaçãO Do Sistema Solar

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